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Projeto de Pesquisa para Mestrado - exemplo, modelo, redação

(1a folha, alinhado no centro da página)
NOME DO ALUNO
















TÍTULO DO PRÉ-PROJETO DE PESQUISA



Projeto de pesquisa apresentado ao
Programa de Mestrado em
...– ....da ....




Professor orientador:...
Prof. Dr. ...










local
ano

2a folha
alinhado
SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO *
1.1. Linha de pesquisa *
1.2. Problemas *
1.3. Objetivos *
1.4. Justificativas *
2. METODOLOGIA DA PESQUISA *
3. DESENVOLVIMENTO (ou NOME DO TEMA ou ASSUNTO) *
3.1. Subtítulo *
4. RESULTADOS ESPERADOS *
REFERÊNCIAS *




INTRODUÇÃO

Texto introdutório e provável título da tese.

Linha de pesquisa
Doenças Parasitárias
Problemas
Descrever sobre o problema que pretende resolver na pesquisa. O que se que estudar.
A pesquisa científica depende da formulação adequada do problema, isto porque objetiva buscar sua solução ou elucidação.
A formulação do problema deve deixar bem claro qual será o objeto de estudo do projeto.
Pode-se discorrer sobre as hipóteses a serem verificadas.

Objetivos
Descrever sobre a intenção ao propor a pesquisa. Deverão sintetizar o que pretende alcançar com a pesquisa. Deverão ser claros, sucintos e diretos. Se os objetivos forem muitos, ou de alguma forma imprecisos, talvez não tenha sido bem definido o tema a ser investigado.
Os objetivos devem estar coerentes com o problema e a justificativa.
O objetivo geral será a síntese do que se pretende alcançar, e os objetivos específicos explicitarão os detalhes e serão desdobramentos do objetivo geral.

Justificativas
Descrever sobre "o porquê" da realização da pesquisa, procurando identificar as razões da preferência pelo tema escolhido e sua importância.
Avaliar se o tema é relevante. Relatar quais os pontos positivos que se percebe na abordagem proposta. Que vantagens e benefícios que a pesquisa irá proporcionar.
A justificativa deverá convencer quem for ler o projeto, com relação à importância e à relevância da pesquisa proposta.
Deve-se observar o objetivo do programa e das linhas de pesquisa do mestrado.



METODOLOGIA DA PESQUISA
Descrever como será realizada a pesquisa.
É uma descrição técnica de como será desenvolvido o trabalho. Devem estar detalhadas, de forma lógica e linear, todas as etapas do projeto.
Uma metodologia bem estruturada reflete um bom planejamento do processo de investigação, diminuindo a possibilidade de surgirem falhas que impeçam a conclusão do projeto.
Eventualmente, durante a descrição, serão necessárias justificativas para a escolha de um ou outro método, e, mesmo que o projeto esteja apresentando uma metodologia inédita, as referências bibliográficas devem ser feitas.
A abordagem que será utilizada para a análise dos resultados também deve ser explicitada, indicando o teste estatístico ou processo analítico que permitirá a extração de conclusões.
Poderão também ser definidos o tipo de pesquisa, a população (universo da pesquisa), a amostragem, os instrumentos de coleta de dados e a forma como pretende tabular e analisar seus dados.


DESENVOLVIMENTO (ou NOME DO TEMA ou ASSUNTO)
Descrever sobre o tema ou assuntos contemplados pelo pré-projeto.


RESULTADOS ESPERADOS
Descrever sobre os resultados esperados. Colocar aqui os resultados preliminares (se já os tiver).


REFERÊNCIAS
Conforme norma da Vancouver.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
MESTRADO EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA FE/UFGO.
PROJETO DE PESQUISA
A FORMAÇÃO DOCENTE NOS CURSOS DE LICENCIATURA NA UFG: 1994 A 2004
Linha de pesquisa Escola e Prática Docente
Núcleo temático: Formação e Profissionalização Docente
Orientador: Prof. Dr. Marcos Corrêa da Silva Loureiro.
Aluna: Lucimárcia Mendes de Sousa.
Goiânia, outubro de 2004.

Tema:
A Ciência Social nos curso de formação de professor na Universidade Federal de Goiás-UFG.

Problema:
Qual a contribuição da Ciência Social para os cursos de formação de professor?

Justificativa
O presente estudo tem como objetivo analisar o significado das ciências sociais na formação de professores, com um enfoque específico para as ciências sociais nos cursos de formação docente na Universidade Federal de Goiás (UFG), no contexto das políticas públicas educacionais para o ensino superior, por meio da aprovação da Lei n0. 9.934/96, os decretos e as portarias dela decorrentes, que organizam as ações básicas das políticas educacionais na sociedade brasileira.

Constitui-se, portanto, em objeto de estudo compreender no contexto da educação superior, que importância é atribuída às ciências sociais nos cursos de formação de docente da UFG, em decorrência dos ajustes implementados por meio da reforma do Estado brasileiro, que reserva à educação superior um conjunto de princípios vinculados às exigências de ações descentralizadoras e flexibilizadoras para a educação superior.

Logo, o presente estudo tem como problemática central o significado da importância dos conteúdos sociológicos no processo de flexibilização curricular com a implantação das diretrizes curriculares em substituição aos currículos mínimos.
Para melhor perceber o significado das ações das políticas públicas para o ensino superior, com a implantação das diretrizes curriculares e das mediações com os conteúdos das ciências sociais, buscou-se responder às seguintes indagações:

- Como são organizadas as diretrizes curriculares para a formação de professores da UFG, nos cursos de Matemática, de Ciências Biológicas e de Ciências Sociais?
- Em que condições se encontram os conteúdos sociológicos nestes cursos de formação de docentes?
- Existe uma ênfase nos conteúdos sociológicos nos cursos de formação de docentes?
- Existem outras disciplinas que possuem correlações com os conteúdos sociológicos?
- Quais são os objetivos expressos no Projeto Pedagógico nestes cursos da UFG. Eles demonstram preocupação com a construção da cidadania? Como essa preocupação se expressa no currículo?
- Qual a situação das disciplinas sociológicas nas diretrizes curriculares a partir das políticas públicas?
- Há nas últimas décadas a intensificação de uma orientação contrária às ciências humanas e sociais na formação docente?
Buscando responder as questões acima, realizou-se uma pesquisa de cunho teórico e empírico. Na pesquisa teórica foi utilizada como categoria de análise o conceito de "campo cientifico" fundamentando na teoria de Bourdieu (1994), a qual permitiu compreender a prática docente pelo viés de campo de ação. Segundo este teórico a sociedade é construída de espaços, campos de atuação, onde os atores estabelecem as relações sociais. Nesse lócus privilegiado, os processos interativos e relacionais se entrecruzam, possibilitando os embates.
Também debruçamos sobre os estudiosos que abordam as políticas públicas para a educação superior e a formação de docentes, dentre eles, Loureiro (2003), Romanelli (2002), Pereira (1996), Guimarães e Oliveira (2002), Cunha (1992), Loureiro (1999) e Enguita (1991), os quais possibilitou maior compreensão teórica sobre a temática abordada.

Objetivando melhor contextualização do objeto de estudo, ainda foram realizadas análises de documentos da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – ANFOPE, bem como, das ementas das disciplinas dos cursos de formação de professores na Universidade Federal de Goiás – UFG, de portarias e resoluções do Ministério da Educação no período de 2005.

Para a operacionalização da pesquisa a partir de fonte empírica foram realizadas visitas na Universidade Federal de Goiás, nos Departamentos dos cursos de Matemática, de Ciências Sociais e de Ciências Biológicas de formação de professor, em licenciatura, objetivando a obtenção dos Projetos Pedagógicos dos cursos de Licenciatura para em primeiro momento, levantar as matrizes curriculares, as disciplinas de conteúdos sociológicos quando o Ministério da Educação determinava os currículos mínimos e as referidas disciplinas existentes nos cursos atualmente com as diretrizes curriculares. Em seguida foram analisadas as ementas, a exposição de motivos dos conteúdos utilizados pelo docente.

Ao justificar a metodologia da pesquisa na escolha dos cursos em áreas do conhecimento como em ciências biológicas, em ciências humanas e em ciências exatas, tal feito para compreender qual a importância que se atribui aos conhecimentos sociológicos e como estes estão colocados nos projetos pedagógicos. Uma vez que cada unidade acadêmica da UFG lida com os cursos específicos, enquanto a formação docente, as disciplinas pedagógicas são trabalhadas pela Faculdade de Educação.

Nesse sentido estar implícito no projeto pedagógico do curso de Matemática, de Ciências Biológicas e de Ciências Sociais a preocupação com a formação de professor e com isso que esteja relacionada com a escola, o aluno e as políticas públicas.

Com o tempo esse modelo de profissional foi tomando outra feição, o professor tem de saber lidar: com o ensino massificado, o excesso de carga horária, associar outras atividades para melhorar a condição salarial, o que propiciou a desvalorização da profissão.

Por fim, a função do professor passou a ser de transmitir ou repassar o conteúdo e o conhecimento, mas ao mesmo passo produtor de conhecimento científico no seu dia-a-dia da sala de aula.

Nesse sentido, na sociedade capitalista atualmente onde se encontra o educador, na produção do conhecimento, qual o discurso científico sobre a educação, sem deixar de lado a diversidade cultural que envolve essa produção, como perceber isso na vida cotidiana, especialmente na Ciência Social? Como o cientista social se vê como educador e professor, qual a concepção de escola, de educação, compreender essa mediação nessa ciência se torna fundamental para a investigação. Alves (1982) em sua análise argumenta onde fica o discurso científico a profissão de professor sobre educação, especialmente aquele das ciências sociais? Ele demonstra que:
A educação, como tudo o mais, tem a ver com instituições, classes, grandes unidades estruturais, que funcionam como se fossem coisas, regidas por leis, e totalmente independentes dos sujeitos envolvidos (p. 20).

Alves aponta em sua análise um paradoxo, para conhecer o mundo humano é necessário silenciar o próprio homem, ou seja, um anti-humanismo. O mundo social é regido por estruturas e determinismos, onde as estruturas se revelam no social sendo necessário que o humano se coloque como sujeito (crivo meu) na construção histórica, já que a razão da construção histórica se dá a partir da realidade social, da qual o sujeito está inserido e é agente do processo de mudança (1982, p. 20).
Podemos dizer que a formação de professor ocorre num processo dialético, de um lado, o professor ao trabalhar determinadas disciplinas, por exemplo, a sociologia, na educação básica, no ensino médio, necessita dela na sua formação na graduação, sendo que ela vir a existir ou não em sua área de trabalho, ou seja, pode se torna uma possibilidade, um vir a ser. De outro lado, as disciplinas constituem num corpo teórico, mas que não seja enfatizado o predomínio no enfoque conteudista e tecnicista, especificamente nos cursos de formação de professor, em que à formação teórica básica e sólida.

A formação de professor não passa apenas pelo conteúdo e o tecnicismo a Associação Nacional dos Profissionais de Educação – ANFOPE, defende a concepção de educador sócio-histórica contrapondo a outra, numa consolidação de uma base comum nacional e na valorização da profissão de professor (Freitas, 1999, p. 18).
O ensino brasileiro, nas últimas décadas, sofreu diversas mudanças no contexto da política e da reforma educacional, percebe-se que existe uma diferenciação regional, quando se trata da diferenciação e na formação de uma elite profissionalizada, que se coloca para suprir determinado setor da sociedade do que para um agente político propiciador de mudança social, o professor.

Com as mudanças na política educacional e conseqüentemente, aos modelos de universidades no restante do país, a formação de professor tomou feição de perspectiva, bem como o lócus de formação.

Rezende (1997) em seu estudo de mestrado afirma que a Faculdade de Filosofia da USP funcionava como um elo integrador entre as diversas faculdades profissionais embora, tinha como função passageira e emergencial, a de formação de professores para o sistema de ensino, limite imposto pela situação de carência do País. Assim, a Faculdade Nacional de Filosofia,

Era composta por quatro seções fundamentais, com um total de 11 cursos, todos estruturados no esquema de três anos obrigatórios para o bacharelado e um ano opcional de didática, que outorgava aos concluintes a autorização para o exercício do magistério (p. 67).

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1961 regulamentou, como função primordial da Faculdade de Filosofia a formação de professores, e garantiu independência nos cursos de bacharelado e as licenciaturas, isto é, que os cursos fossem paralelos, sendo a licenciatura composta de matérias específicas de conteúdo e pedagógicas e o bacharelado por disciplinas de conteúdo, Rezende (1997).

Com as mudanças na política educacional, vieram as reforma curricular no período de 1968 a Reforma Universitária, o decreto 53/66, a fragmentação da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia-FCHF que determinava numa unidade especializada na formação de professor para a educação básica, ensino fundamental e médio, a Faculdade de Educação, Cunha (1992).

A segregação de uma unidade na formação de professor constitui num primeiro momento na valorização da docência, mas como estabelecer com as outras unidades isso constituiu num efeito negativo, por que a interdisciplinaridade constituía no enriquecimento da interação das faculdades, a de Filosofia, de Ciências Socais, de Comunicação e de Letras, Cunha (1992).

A crítica de Cunha (1992) com a fragmentação da Faculdade de Filosofia e a Faculdade de Educação, a disciplina sociologia ficou mutilada, esta separação veio reforçar a segregação ao criar disciplinas próprias para o ensino das demais ciências sociais e humanas, por exemplo, (filosofia, história, sociologia, psicologia seguidas do não qualificativo "da educação").

Podemos então afirmar que diferentes áreas do conhecimento contribuem para o processo de construção da formação de professor. Ainda, que por sua natureza, a formação, nas licenciaturas, do professor da educação básica requer uma ampla contribuição das diferentes áreas do conhecimento, para que ela não se realize de forma fragmentada, na Universidade Federal de Goiás-UFG Loureiro (2003, p. 251).
Com as mudanças na política educacional vieram a reforma curricular na Universidade Federal de Goiás a de 1984, de 1988 e a atual em 2003 que intensificaram a fragmentação da formação de professor.

A formação pedagógica não se torna suficiente para a terminalidade do processo, as disciplinas pedagógicas, Estrutura e Funcionamento do Ensino, Psicologia da Educação, Didática e Prática do Ensino e como ficam as outras disciplinas Educação Brasileira e Sociologia da Educação que foram retiradas dos currículos por ocasião das reformas educacionais? Como isso é visto pelos professores dos cursos de licenciatura na UFG?

Nesse sentido, a prática educativa não pode ser neutra e ela não ocorre a partir do pragmatismo pedagógico, ou seja, mais do que uma intencionalidade existe uma tensão no processo formativo de professor, de novas concepções, de professor, de educação, de escola, de construção do outro tanto dos alunos quanto dos próprios professores.
Partindo dessa observação se questiona como vão ficar os cursos de ciências humanas e, em particular, o curso de Ciências Sociais? A partir problematizar qual a importância da sociologia na formação de professor? A educação constitui na produção e reprodução das estruturas estruturantes da sociedade, em que constitui a ciência social na formação em licenciatura?

Busca-se compreender a visão dicotômica da profissão de cientista social, o bacharel e licenciado, entender a lógica interna da disciplina para que se tenha uma construção social considerando os limites explicativos que as Ciências Sociais têm em si mesma. Daí retirar à visão isolacionista da profissão, rever e diagnosticar alguns problemas que envolvem as ciências sociais como: a separação entre teoria e prática, a evasão, os paradigmas, a escassez da procura, escola, o ser professor.
Nesse sentido desenvolvemos a seguinte hipótese que a teoria do campo cientifico Bourdieu (1994) a Ciência Social, isto é, a sociologia, tem importância no curso de formação de professor isso é decorrente de que a ciência não valoriza a educação como prática e fica mais no pragmatismo da didática ou que se prioriza a formação do sociólogo pesquisador atribuindo-lhe maior capacidade formativa.

Na tentativa da possível resposta ao problema temos que o campo científico está ligado ao conjunto de interesses e disputas que existe no interior de cada um. Nele as subdivisões possuem características específicas que se encontram na formação de professor e que é reproduzido na sua prática cotidiana.

Objetivo geral:
Discutir e analisar a importância da Ciência Social, da sociologia, na formação de professor entre 1994 a 2004 na Universidade Federal de Goiás, nos cursos de licenciatura na área de ciências humanas.

Objetivos específicos:
Identificar e analisar nos cursos de licenciatura na UFG, no período de 1994 e 2004, os seguintes itens:

Os elementos constitutivos da natureza da profissão professor;
Quais os conhecimentos fundamentais à formação do professor;
Em que medida a sociologia e a ciência social contribui para o processo formativo;

Abordagem metodológica
Para desenvolver esta investigação entendo que é necessário adotar alguns critérios metodológicos quais sejam: pesquisa documental com alguns dados estatísticos e documentais da UFG; analisar documentos oficiais, de ordem primária e outras pesquisas já realizadas tais como dissertações e teses, dados secundários; verificar a mudanças curriculares nos cursos de licenciatura como ocorre no contexto da política educacional no contexto nacional, sendo possível a partir disso familiarizar melhor com o recorte do objeto a ser pesquisado. Para isso será necessário o levantamento nos cursos de licenciatura as ementas, plano de curso, bibliografia.

A análise dos dados coletados e dos instrumentos de observação que serão reunidos ao longo do período entre 2004 e 2005 e dependerá importância seqüencial.
Realizar entrevistas com alunas (os) dos cursos de licenciatura, na área de ciências humanas e biológicas, que somam um total de dezesseis, na Universidade Federal de Goiás. E também entrevistas com professores(as) dos cursos identificando como eles vêem a importância da disciplina sociologia nos cursos de formação de professor.

Referência bibliográfica:

ALVES, Rubens. O preparo do educador. In.: BRANDÃO, Carlos Rodrigues (org.). O educador vida e morte. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
BOURDIEU, Pierre. Sociologia: o campo científico. São Paulo: Ática, 1994. (Coleção grandes cientistas sociais), 39).
CUNHA, Luís Antônio. A educação na sociologia um objeto rejeitado? Cadernos CEDES. Campinas: 1992, n. 27, p. 9-22.
FREITAS, Helena Costa Lopes de. A reforma do ensino superior no campo da formação dos profissionais da educação básica: as políticas educacionais e o movimento dos educadores, Educação e Sociedade (Cedes), ano XX, n. 68, dez., 1999.
REZENDE, Maria Auxiliadora Seabra. O sentido histórico da criação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 1997. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás.
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GUIA PARA REDAÇÂO



Modelo de Projeto de Pesquisa


As informações contidas no presente modelo são oferecidas aos candidatos como guia para a redação do projeto de pesquisa, documento de apresentação obrigatória para a seleção ao Mestrado.

1
Identificação
Devem constar deste item as seguintes informações: a) título do projeto; b) nome do candidato; c) nome do orientador.

2
Resumo
Definir, em poucas frases, a proposta geral do projeto de pesquisa. Deixar claro qual será o tema da pesquisa, bem como a natureza da abordagem a ser adotada, enfatizando a pertinência ao campo do design e a linha de pesquisa escolhida.

3
Justificativa
Explicar, sucintamente, a relevância do seu projeto às grandes questões que norteiam a área de conhecimento do curso. De que forma o seu trabalho irá contribuir aos debates no campo do design, deixando claro como o seu projeto de pesquisa nele se situa.

4
Objetivos
Considerando o tema da sua pesquisa, expor em linhas gerais, a estrutura que será dada ao seu trabalho e, ainda, a sua previsão para o desenvolvimento da dissertação. Este item pode ser concebido como uma narrativa da sua proposta (imagine que você está explicando para alguém o assunto da sua dissertação ...) e, portanto, deve ocupar posição de destaque no projeto de pesquisa.

5
Viabilidade
Detalhar os principais recursos materiais e pessoais à sua disposição para garantir a realização do projeto dentro do prazo proposto. Cabe citar, por exemplo: fontes, arquivos, acervos, instrumentos, laboratórios, instalações, recursos humanos, experiência anterior e/ou outros elementos relevantes.

6
Bibliografia preliminar
Fornecer uma bibliografia que inclua uma seleção de livros (e/ou outras fontes) que você considere de importância para dar início ao seu trabalho de pesquisa. Em tratando-se de um plano de dissertação, é evidente que esta será uma bibliografia apenas inicial; portanto, não existe a preocupação de que seja exaustiva. Evite incluir fontes de relevância marginal ou, ainda, fontes de uso universal (tais quais, dicionários, enciclopédias, etc.).

7
Aceite do orientador
O projeto deve incluir anuência de um professor orientador membro do corpo docente do Mestrado, quando o edital exigir.

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Recomendações para a Redação do Projeto de Dissertação de Mestrado



Consideração Iniciais

O Projeto de Dissertação de Mestrado é uma importante etapa curricular do curso de mestrado. Nela, o aluno deve elaborar e defender publicamente um projeto detalhado de sua futura dissertação de mestrado, sob a supervisão de seu orientador. O projeto deverá ser defendido perante uma banca composta por pelo menos três professores do programa, em uma apresentação pública com duração de 60 minutos, sendo 30 minutos para a apresentação do aluno e 30 minutos para questionamento pelos membros da banca. O documento de projeto elaborado pelo aluno deve ter em média 40 páginas e deve mostrar claramente:
• Motivação para a realização da pesquisa
• Problemas a serem abordados
• Objetivos da pesquisa
• Descrição da área de estudo
• Metodologia que será utilizada para atingir os objetivos
• Resultados esperados
• Cronograma
• Bibliografia

Sugestão de Estrutura
Para o PDM, não há um formato pré-definido. Recomenda-se aos alunos que utilizem o modelo de dissertação/tese disponível no banco d eteses de sua universidade.

Itens de Apresentação:
• Capa
• Resumo
• Abstract
• Sumário
• Lista de Figuras
• Lista de Tabelas

1. Introdução
1.1 Motivação: Qual a motivação em realizar tal pesquisa? Existe necessidade de pesquisa? Qual a hipótese? Idealmente, um projeto de dissertação deve ter um problema prático ou teórico claro, que possa ser testado ou verificado através de um conjunto bem definido de experimentos ou provas matemáticas.

1.2 Desafios: Qual a dificuldades esperadas na realização da pesquisa?

1.3 Objetivos: Qual o objetivo principal? Existem objetivos secundários? Quais são eles?

1.4 Contribuições Esperadas: Quais as contribuições esperadas considerando aspectos tecnológicos, científicos, econômicos, sociais e ambientais?

Cuidado! Verifique se:
• objeto de investigação é muito amplo, geral ou vago;
• objeto de investigação é pouco relevante;
• projeto contém múltiplos objetos de investigação;
• projeto ignora conhecimentos anteriores já acumulados sobre o objeto de investigação;
• objeto de investigação se enquadra nos campos de atuação da linha de pesquisa na qual o aluno se insere e principalmente na área de ciência da computação.
• impacto social e científico da investigação proposta não é enfatizado ou é pouco relevante.

2. Estado da Arte (ou Revisão de Literatura)
Deve ser uma análise crítica dos trabalhos relacionados ao tema da pesquisa. Ler os artigos, apresentar seus principais pontos (méritos/deméritos/aspetos originais) fazendo uma análise crítica a respeito, ou seja, dando sua opinião pessoal sobre a utilidade/pontos fortes/pontos fracos e a relação com o seu tema de pesquisa.
Cuidado! Verifique se:
• não é copy & paste. A revisão de literatura deve ser crítica e não simplesmente copiar e colar trechos de artigos. O aluno deve interpretar de maneira crítica cada artigo. Copy & Paste de textos é considerado plágio e é passível de punição.
• os artigos que compõem a sua revisão bibliográfica são adequados e se articulam com o objeto de investigação.

3. Metodologia
A metodologia é um dos itens mais importantes do PDM, pois, deve descrever de maneira lógica e bem estruturada como você pretende atingir seus objetivos (descritos na introdução). Descreva passo a passo sua metodologia para atingir seus objetivos. Apresente uma descrição do material/recursos que serão necessários. Apresente a forma pela qual os dados serão obtidos e qual o tratamento que estes dados receberão.

Cuidado! Verifique se:
• a descrição da metodologia e/ou dos procedimentos é vaga inadequada ao objeto de investigação.

4. Resultados Esperados
Quais os resultados que você espera obter? Quais testes/simulações serão realizados? Como os resultados obtidos serão avaliados? Quais os critérios que serão utilizados? Qual a medida de desempenho que será utilizada?
Se houverem resultados preliminares relacionados com a dissertação, estes também podem ser incluídos como um subitem: 4.1 Resultados Preliminares.

5. Cronograma
É importante apresentar um cronograma mostrando que o projeto é realizável em tempo hábil. O cronograma consiste em uma relação de todas as atividades que serão realizadas (revisão bibliográfica, coleta de dados, implementação, testes, validação, revisão, redação de relatórios, documentos, artigos, etc.), uma estimativa de tempo para cada uma delas e a seqüência temporal na qual elas serão executadas.

Distribua ao longo do tempo restante as atividades que serão realizadas. Inclua as explicitamente o nome das conferências para as quais você pretende submeter artigos e suas respectivas deadlines.

Cuidado, verifique se:
• cronograma é irrealista face à proposta;
Em geral, devem ser evitados projetos muito complexos, que exijam recursos não existentes no momento do início do projeto, como por exemplo, dados fornecidos por outras pessoas/instituições, viagens, levantamentos de grandes quantidades de informação.

Bibliografia
A bibliografia deve ser somente de fonte confiável. Espera-se que grande parte das bibliografias provenha de artigos revisados publicados em periódicos (IEEE, ACM, Springer, Kluwer, etc.), conferências promovidas por sociedades científicas (IEEE, ACM, IFIP, IAPR, SBC, etc) e livros. Não é recomendável utilizar páginas web, tutoriais, etc. enfim, fontes que não sofrem processo de revisão e arbitragem. Não são aceitos documentos redigidos no contexto de níveis inferiores ao almejado (por exemplo, projeto final, projeto de IC, relatórios, etc.)

Todas as referências devem ser completas, incluindo além dos autores e títulos, veículo de publicação (título do periódico ou conferência), volume, série, número das páginas, data, local, etc.

Outras Sugestões
• elabore seu PDM com bastante antecedência (no início do terceiro trimestre letivo);
• procure o seu orientador com bastante antecedência e peça orientações a respeito do conteúdo e estrutura do PDM;
• antes de apresentar seu projeto é importante fazer uma edição final do texto. Evite erros de gramática.

FONTE PUC Paraná - www.ppgia.pucpr.br

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